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Há 10 anos, estudo e trabalho com sexualidade, corpo e prazer.

Sou Terapeuta Orgástica, Sexóloga e Educadora Sexual, pós-graduada em Sexualidade Humana.

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Até aqui  já foram realizados mais de 10 mil atendimentos, além de cursos, workshops e palestras entre Brasil e Europa.​ 

 

 Mas meu trabalho começou antes de me tornar terapeuta, 

quando o encontro com o meu próprio corpo mudou a direção da minha vida, e me despertou para uma investigação que sigo aprofundando até hoje.

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É dessa história que nasce o trabalho que faço. 

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História

Antes de trabalhar com sexualidade, atuei por alguns anos no setor bancário como Analista de Sistemas, minha primeira profissão.

 

Ao mesmo tempo, sempre estive muito envolvida com processos terapêuticos e de autoconhecimento. Foi em um deles que conheci a Terapia Sexual, e esse encontro começou a mudar bastante a minha relação com o corpo.

 

Ganhei novas percepções, novas sensações e uma consciência muito mais nítida da potência que existia ali, algo que eu definitivamente não conhecia. Aos poucos, fui entendendo que havia um caminho que eu gostaria de aprofundar. Foi quando decidi fazer uma transição de carreira, entre 2016 e 2017.

Minha primeira formação na área da Sexualidade foi através do Tantra. Morei durante alguns meses em uma comunidade terapêutica tântrica, onde mergulhei em práticas corporais, bioenergéticas, diversas técnicas de respiração e meditação ativa.

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Depois de formada, continuei estudando diferentes métodos de Tantra e atendi durante cerca de um ano como Terapeuta Tântrica. Mas na prática, comecei a perceber alguns limites daquela abordagem para os corpos que chegavam aos meus atendimentos.

A forma como vivemos a sexualidade no Ocidente é atravessada por repressão, sentimento de inadequação, desconexão, vergonha, medo, exigências e, muitas vezes, por experiências de violência e traumas diversos.

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Percebi que não bastava propor uma experiência de encontro com o corpo. Também era preciso dar contorno, entender onde aquele corpo esteve, o que viveu e como sentiu cada experiência. Só assim seria possível compreender o que dificultava o acesso à sensibilidade, ao prazer e a uma relação mais gentil consigo. ​

Era preciso reapresentar o corpo a própria pessoa, e através disso, dar a ela uma nova possibilidade de habitá-lo.

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Foi aí que meu trabalho começou a mudar de direção.

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Recebi então um convite para integrar a Casa Prazerela, que propunha uma abordagem mais voltada para a educação sexual, o corpo e a experiência terapêutica, sem depender da dimensão mística presente em muitos trabalhos tântricos.

Foram cinco anos de prática intensa, estudo, troca e construção coletiva.

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Nesse período, trabalhei como terapeuta e, mais tarde, como Coordenadora Pedagógica. Também participei, junto a outras profissionais, da construção e evolução da Terapia Orgástica.

 

Ao longo dos anos, aprofundei meus estudos em Sexualidade Humana, Terapia Reichiana, Bioenergética, Sexual Mindfulness, Breathwork e outras tantas abordagens corporais que ampliaram não só o meu repertório terapêutico, mas também minha compreensão sobre desejo, prazer, presença, limites, traumas e consciência corporal.

Hoje, todo esse percurso atravessa o meu trabalho, junto com a minha própria experiência e trajetória de vida. Mas técnica alguma vem antes da pessoa que chega para a terapia.

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Cada corpo tem uma história, um ritmo, uma maneira própria de sentir e também de se proteger. Por isso, meu trabalho não se orienta por um ideal de sexualidade, nem pela expectativa de que alguém precise funcionar de determinada maneira A minha intenção é criar condições para que cada pessoa possa se aproximar do próprio corpo com mais escuta, presença e liberdade.

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Nem sempre esse caminho começa pelo prazer. Muitas vezes começa pelos limites, pela dificuldade de sentir ou pela descoberta de sensações que o corpo ainda não conseguia acessar e expressar com verdade.

 

O orgasmo pode fazer parte desse processo, mas nunca é tratado como obrigação ou medida de sucesso.

O que sustenta meu trabalho são anos de estudo, prática e experiência, mas principalmente o cuidado com a pessoa que está diante de mim.

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Porque, no fim, mais do que ensinar sobre sexualidade, o que eu faço é acompanhar pessoas na construção de uma relação mais íntima, consciente, autônoma e amorosa com o próprio corpo.

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